quarta-feira, julho 05, 2006

A canja indigesta

Sempre quando faço uma temporada em algum bar ou restaurante, deixo o espaço aberto para as canjas de cantores e músicos, sejam meus conhecidos ou não.

Já vivi noites inesquecíveis, com a participação de muita gente boa, mas com o arrependimento de não estar com uma câmara fotográfica para registrar o momento.
Por outro lado, houve situações em que desejei ver o chão se abrir e engolir a criatura que acreditava cantar ou tocar alguma coisa. Sem falar naqueles que vão dar uma palinha (que deveria ser de no máximo 3 músicas) e ficam, se duvidar, um bloco inteiro.

Deixo bem claro que adoro quando há canja, desde que seja de bom gosto e com critério. Afinal, eu não saio da minha casa pra ocupar inadvertidamente o espaço de ninguém.

Desconfiômetro é bom e eu gosto.
E a canja tem que cair bem, não é verdade?

3 comentários:

Hera disse...

Já presenciei algumas dessas "canjas" maravilhosas... E o artista fica com cera de besta, querendo morrer.. Ou matar o individuo, para ver se acaba logo com a tortura!!! Beijos

Senna disse...

Fico imaginando quem foi o culpado por isso. Com certeza algum parente, que num ato encorajador, disse alguma vez: "Poxa, como vc canta bem!" ou "você toca muito bem". Se pudesse eu matava!

Leticia Gabian disse...

Ainda vou conseguir me filmar numa situação dessas. Eu sou banderosa pra burro. Não consigo manter as aparências muito bem. É capaz até de aparecer uma legenda na minha testa dizendo: Santa Maria, mãe de Deus!!!! Até quando vai durar este tormento desta canja maldita?